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Junte-se ao Movimento: Manifesto por um Amazonas Coletivo

Um espaço dedicado à participação cívica e ao engajamento comunitário real.

Confirmo que minha assinatura representa o desejo de uma mudança política ativa e transparente.

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Engrossando o caldo: coletividade e mulheres negras no poder.

Manifesto da pré-candidatura de Michelle Andrews à Assembleia Legislativa do Amazonas.

Há dias que não são apenas datas. São memória viva, corpo presente e compromisso inegociável.

O dia 25 de julho, Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, nos lembra que mulheres negras e indígenas abriram caminhos enfrentando o racismo, o machismo e todas as formas de violência para que hoje pudéssemos estar aqui. É olhando para essa história, honrando cada passo de quem veio antes, que reafirmo a decisão mais importante da minha vida: seguir fazendo política. E, desta vez, ocupar a Assembleia Legislativa do Amazonas.

Essa decisão não nasce do nada. Ela é fruto de mais de vinte anos de caminhada. Quem está no corre da mudança sabe: a gente bota a cara, quebra a cara, aprende, amadurece e levanta ainda mais forte. Eu conheço as regras do jogo. Sei exatamente o tamanho das barreiras estruturais que tentam impedir que mulheres negras ocupem os espaços de poder. Mas também sei que nenhuma conquista da nossa história foi presente. Tudo o que conquistamos nasceu da organização, da coragem e da luta coletiva.

Minha trajetória começou nos movimentos sociais e nunca mais se separou da vida pública. Há mais de vinte anos atuo na defesa dos direitos humanos, da cultura, da democracia e da justiça social. Não aprendi política nos gabinetes. Aprendi nas ruas, nas comunidades, nos movimentos sociais, nas ocupações culturais, nas conferências, nos conselhos e nas lutas coletivas.

Fundamos o Coletivo Difusão, organização que há mais de quinze anos promove cultura, cidadania e direitos humanos na Amazônia. Ao longo dessa caminhada realizamos festivais, cineclubes, formações, oficinas, projetos audiovisuais, ações comunitárias e mobilizações que fortaleceram artistas, juventudes, mulheres, a população negra e tantos territórios historicamente invisibilizados.

Como presidenta da Unegro Amazonas, ajudei a fortalecer a luta do movimento negro, organizei processos de formação política, mobilizações e incidências em defesa da igualdade racial. Estive presente nas conferências, nos debates e nas construções coletivas que ajudaram a consolidar políticas públicas para enfrentar o racismo e ampliar direitos.

Também participei da construção e defesa de políticas culturais em âmbito municipal, estadual e nacional. Caminhei ao lado dos Pontos de Cultura, dos mestres e mestras da cultura popular, dos fazedores de cultura, dos povos tradicionais e dos trabalhadores da cultura, defendendo financiamento, reconhecimento e oportunidades para quem faz a cultura acontecer todos os dias na Amazônia.

Mas existe um lugar que resume tudo aquilo em que acredito: a Casa Coletiva de Manaus.

A Casa Coletiva nasceu da certeza de que a política não acontece apenas durante as eleições. Ela acontece todos os dias, quando abrimos uma porta para acolher alguém, quando realizamos uma oficina, quando promovemos um debate, quando oferecemos formação, quando fortalecemos um coletivo ou quando garantimos que a cultura continue sendo um direito e não um privilégio.

Hoje, a Casa Coletiva é um Ponto de Cultura, um espaço de resistência, de criação, de formação, de afeto e de organização popular. Ali acontecem cineclubes, festivais, encontros comunitários, podcasts, cursos, rodas de conversa, oficinas, articulações políticas e tantas outras ações que mostram que a democracia também se constrói nos territórios.

A Casa é uma das maiores realizações da minha vida. Não porque seja um prédio. Mas porque representa a prova concreta de que quando as pessoas se organizam coletivamente, sonhos se tornam políticas, políticas se tornam direitos e direitos transformam vidas.

E a Casa também carrega uma história profundamente pessoal.

Ela foi construída por muitas mãos. Entre elas, estão as mãos da minha mãe, Izeth, que sempre acreditou no cuidado, na solidariedade e na força da comunidade. Foi ela quem me ensinou que servir às pessoas é um ato de amor e de responsabilidade. Seu exemplo está presente em cada canto da Casa Coletiva e em cada decisão que tomo na vida pública.

Ao meu lado está também meu esposo, Jone Braga, meu companheiro de vida, de caminhada e de sonhos. É com ele que compartilho as alegrias das conquistas, as incertezas, os desafios e o peso das responsabilidades. Seu incentivo, sua escuta e sua parceria me lembram todos os dias que ninguém transforma o mundo sozinho. Caminhar ao lado de quem acredita no mesmo projeto de sociedade torna qualquer desafio mais possível.

Aceitar esse desafio não muda quem eu sou. Pelo contrário. É a continuidade de uma trajetória construída no chão da realidade, ao lado de coletivos, movimentos sociais, do movimento negro, do movimento de mulheres, da juventude, dos fazedores de cultura, dos povos da Amazônia e de tantas comunidades que nunca desistiram de lutar.

A política nunca foi um acessório na minha vida. Ela está em cada política pública que ajudamos a construir, em cada projeto aprovado, em cada formação realizada, em cada espaço cultural fortalecido, em cada jovem que encontrou uma oportunidade, em cada mulher que descobriu sua potência e em cada comunidade que decidiu não abrir mão dos seus direitos.

Ninguém faz nada sozinha.

Eu só cheguei até aqui porque existe uma rede que me sustenta. Minha família é meu porto seguro. Minha mãe, Izeth, me ensinou o valor do cuidado e da coletividade. Meu esposo, Jone Braga, divide comigo os sonhos, as responsabilidades e a esperança de construir um Amazonas mais justo. Minhas amigas seguram minha mão quando a caminhada pesa. E tantas companheiras e companheiros que começaram essa luta comigo hoje seguem liderando seus territórios, fortalecendo organizações, inspirando novas gerações e mostrando que a transformação acontece quando ninguém solta a mão de ninguém.

Essa rede é o meu maior patrimônio.

Ao longo dessa caminhada aprendi a dialogar, construir pontes e respeitar os diferentes espaços políticos. Sou grata às pessoas, organizações e partidos que fizeram parte da minha formação política. Aprendi com cada experiência. Mas chegou a hora de dar um novo passo.

Precisamos construir mecanismos reais para que mais mulheres possam disputar eleições em condições de igualdade. Não queremos mulheres ocupando espaços apenas para cumprir cotas ou preencher tempo de televisão. Queremos mulheres preparadas, com estrutura, formação, apoio político e condições reais de disputar, vencer e governar.

Queremos ver mulheres negras, indígenas, periféricas, quilombolas, ribeirinhas, trabalhadoras e jovens ocupando os espaços onde as decisões são tomadas. Porque ninguém conhece melhor os desafios do nosso povo do que quem vive esses desafios todos os dias.

A política precisa ter a cara do povo. Precisa ter o cheiro da Amazônia, a força das periferias, a sabedoria dos povos tradicionais, a criatividade da cultura, a coragem da juventude e a voz das mulheres que sustentam este estado todos os dias.

Por isso, faço um chamado.

Nós precisamos engrossar esse caldo.

A disputa será dura. O sistema continua concentrando poder nas mãos de poucos. Mas quando a nossa indignação se transforma em organização, ela se torna uma força capaz de mudar a história.

Esta não é apenas a minha pré-candidatura.

É a continuidade de uma caminhada construída por milhares de pessoas ao longo de mais de vinte anos. É o projeto coletivo de quem acredita que cultura é desenvolvimento, que direitos humanos são inegociáveis, que democracia se fortalece com participação popular e que o Amazonas precisa de novas vozes ocupando os espaços de decisão.

Eu não estou começando uma trajetória política. Estou levando para a Assembleia Legislativa a experiência de quem passou mais de duas décadas construindo soluções, formando lideranças, fortalecendo organizações, mobilizando comunidades e transformando sonhos coletivos em ações concretas.

Se você acredita que a democracia precisa de mais mulheres negras nos espaços de decisão, se acredita na força da cultura, dos movimentos sociais, da participação popular e da justiça social, caminhe conosco.

Engrosse esse caldo.

Vamos ampliar essa rede. Vamos ocupar os espaços de poder. Vamos mostrar que é possível fazer política com coragem, escuta, compromisso e participação popular.

Porque quando uma mulher negra ocupa um espaço de poder, ela não ocupa sozinha. Ela leva consigo a força de sua ancestralidade, a coragem da sua comunidade e a esperança de um povo inteiro.

Eu acredito na política que nasce da coletividade.

Acredito na política que escuta antes de falar.

Acredito na política que transforma.

É essa política que quero levar para a Assembleia Legislativa do Amazonas.

Nossa caminhada continua.

Vamos juntas, juntos e juntes.

Vamos engrossar esse caldo.

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CULTURA E
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Fortalecer as políticas culturais do Amazonas, ampliando investimentos, valorizando artistas, Pontos de Cultura, patrimônio cultural e a economia criativa como geradora de trabalho e renda.

SAÚDE PÚBLICA

Ampliar o acesso à saúde pública, fortalecer a atenção básica, reduzir filas de atendimento e garantir atendimento especializado em todo o Amazonas.

EDUCAÇÃO E JUVENTUDE

Valorizar a educação pública, ampliar oportunidades para a juventude, incentivar a permanência estudantil e fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação.

DIREITO DAS MULHERES

Fortalecer políticas de enfrentamento à violência, promover autonomia econômica e ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão.

IGUALDADE RACIAL E DIREITOS HUMANOS

Combater o racismo e todas as formas de discriminação, fortalecendo políticas de igualdade racial, inclusão e garantia de direitos.

DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL

Promover o desenvolvimento econômico do Amazonas com geração de emprego e renda, valorizando a bioeconomia e a preservação da floresta.

TRABALHO E RENDA

Incentivar o empreendedorismo, a economia solidária, o cooperativismo e a qualificação profissional para ampliar oportunidades em todo o estado.

SEGURANÇA  E PROTEÇÃO SOCIAL

Fortalecer políticas de prevenção à violência e ampliar a rede de proteção às crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

TRANSPARÊNCIA  E PARTICIPAÇÃO
POPULAR

Fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e ampliar a participação da população na construção das políticas estaduais.

INTERIORIZAÇÃO DAS POLÍTICAS
PÚBLICAS

Garantir que saúde, educação, cultura, infraestrutura e desenvolvimento cheguem com qualidade aos municípios do interior do Amazonas.

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AÇÃO CÍVICA AGORA

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